quarta-feira, 28 de março de 2012

Mais uma representação da ANPRI desta vez na Assembleia Geral da ApdSI

A ANPRI, representada pela Fernanda Ledesma, participou na Assembleia Geral da APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação enquanto sócia institucional, que se realizou no dia 28 de março de 2012, em Lisboa. 

Desta assembleia salientámos o Plano de Atividades no qual se incluem as Olimpíadas Nacionais da Informática dirigida a alunos do ensino básico e secundário, com o objetivo promover o gosto pela programação e pelas tecnologias de informação entre os jovens, constituir um ponto de encontro de âmbito nacional para professores e alunos interessados nestes temas e nas quais participam essencialmente alunos orientados pelos professores do grupo de Informática.

quinta-feira, 15 de março de 2012

uma entrevista “O equipamento existente nas escolas pode estar a degradar-se”


uma entrevista em representação da ANPRI “O equipamento existente nas escolas pode estar a degradar-se” publicada no Sapo.TEK.

Até 2010 havia crédito horário para atribuir aos professores que desempenhavam as funções relacionadas com a gestão do Plano Tecnológico da Educação nas escolas, o que deixou de se verificar este ano letivo (2011/2012).

No entanto os equipamentos tecnológicos continuam nas escolas, sem que haja condições para que se faça a sua manutenção, alerta a ANPRI.

A associação que representa em Portugal os professores de informática avançou recentemente com uma proposta que procura dar resposta à contenção económica sentida, mas também proporcionar condições para que se faça a necessária manutenção dos equipamentos, “rentabilizando o avultado investimento realizado em prol da integração das TIC em contexto educativo”, referia esta semana num comunicado.

Os objetivos e enquadramento da proposta foram apresentados ao TeK por Fernanda Ledesma, da direção da ANPRI, numa curta entrevista.

TeK: O que levou à necessidade de criar esta proposta?
Fernanda Ledesma: O que levou à necessidade de criar esta proposta foi o facto do equipamento existente nas escolas poder estar a degradar-se por falta de manutenção. Tendo em conta, que este ano letivo (2011/2012) foi reduzida ou cortada a carga horária atribuída aos professores com competências nesta área para o desempenho destas funções. 
Uma vez que as escolas também não possuem condições financeiras para contratualizar empresas para este serviço é necessário ponderar outras soluções. 

TeK: Quais os seus objetivos?
Fernanda Ledesma: Dar resposta às necessidades de manutenção do equipamento existente nas escolas e que é utilizado diariamente. Só estando funcional poderá ser devidamente utilizado na integração das tecnologias em sala de aula.
TeK: O que se passa atualmente? Quais as soluções que estão a ser ponderadas?
Fernanda Ledesma: Neste momento há duas alternativas: ou se contratam empresas, para as quais as escolas não têm verbas, ou cada equipamento que avaria, assim permanece. 
Há uma terceira, que não será exequível, nem viável por muito tempo: os professores com competências nesta área irem fazendo a manutenção por "amor à camisola" e porque lhes custa ver o equipamento a degradar-se. 

TeK: Quais os principais pontos a destacar na proposta que apresentam? 

Fernanda Ledesma: As condições que apresentamos na nossa proposta são menores do que as existentes até 2010 e menos dispendiosas do que se as escolas tiverem de contratualizar empresas para dar assistência ao equipamento existente.
Este apoio próximo e diário garante o funcionamento e a manutenção do equipamento, para que possa ser utilizado por alunos e professores.
TeK: Na prática o que altera face ao modelo que vigorava?
Fernanda Ledesma: Reduz a carga horária existente até 2010, mas continua a dar garantias da manutenção do equipamento. 
Por outro lado garante a concentração de horas em menos docentes para que o trabalho desenvolvido seja de qualidade. 
Atualmente com uma equipa há casos de atribuição de 45 minutos ou 90 minutos semanais a vários docentes, nos quais efetivamente não se consegue fazer nada ou muito pouco. 
Nesta proposta consideramos que é preferível concentrar estas pequenas atribuições apenas num docente de modo que tenha pelo menos um dia por semana para cuidar do diverso equipamento tecnológico, Website, plataforma de elearning e sistemas de informação da escola. 

TeK: O que está a ser proposto pelo Governo neste sentido? A extinção destas responsabilidades?
Fernanda Ledesma: Não é ainda conhecida nenhuma proposta nesta área. No ano anterior, pelo assumir de funções tardiamente, mantiveram o que já estava definido pelo anterior executivo, que foi o corte de horas ou a sua atribuição na componente não letiva, que é muito reduzida neste grupo disciplinar, dado ser constituído essencialmente por professores numa faixa etária baixa, sem direito a qualquer redução. 
Se o equipamento continua nas escolas é necessário encontrar soluções, ainda que sejam mais contidas do que as existentes, não nos parece uma opção viável - a degradação por falta de manutenção.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Seminário Regional de Etwinning


Fui Dinamizar a sessão “Metodologias de desenvolvimento de trabalho colaborativo entre escolas europeias- apresentação de projetos de escolas” no Seminário Regional de Etwinning,  que decorreu na Escola Superior de Educação – Setúbal no dia 24 de fevereiro de 2012 entre as 14.30h e as 18 h. 

Mais um momento de aprendizagem no qual foi bom ter conhecido as professoras dinamizadoras e os projetos.
  • Betina Astride – Take a link to eTwinning sobre o projeto CHISAE 
  • Maria José Silva - eTwinning para todos sobre o seu projeto Art in act
 
Depois de ouvir estas duas excelentes comunicações selecionei algumas frases-chave  que serão os ingredientes necessários para um professor participar num projeto de etwinning.

Frases-chave: Evento de Aprendizagem, partilha em suporte digital, comunicação entre duas ou mais escolas, DIVERSAS formas de comunicação, criatividade, desafio, reconhecimento do trabalho quer dos alunos, quer do professor, ponto de encontro, abertura de horizontes (sair do país), um projeto SIMPLES e CLARO, o prazer de se realizar este projeto e o respeito pela diferença. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É um imperativo educar para o uso em segurança das TIC


 “Lançamos o barco, sonhamos a viagem;
Quem viaja é sempre o mar”
Mia Couto

Segundo (Prensky, 2001) os nossos alunos representam a primeira geração a crescer com as tecnologias. Eles despendem a maior parte do seu tempo a usar o computador, os videojogos, consolas, usam webcam’s, ipads, telemóveis com diversas funcionalidades multimédia e muitos outros brinquedos e utensílios da era digital. Os novos meios de comunicação como o email, chat, mensagens instantâneas, a participação nas redes sociais fazem parte do seu dia a dia. Devido a esta grande interação, os alunos pensam e processam informação de uma forma diferente. A maioria dos nossos alunos cresceram num mundo digital, intrinsecamente eles esperam criar, consumir, reunir, trocar informação e materiais, uns com os outros, através dos meios digitais. No entanto, é necessário ter em conta que o facto de serem aprendizes da era digital, não significa que usem as tecnologias sempre adequadamente e muito menos de modo seguro. É um imperativo preparar as gerações para esta nova forma de estar, onde todos assumimos o papel de consumidores e criadores de conteúdos e também onde as competências para pesquisar e analisar criticamente a informação são essenciais. Na perspetiva de Teresa d’Eça “Temos de ensinar hoje a pensar em ‘amanhã’. Temos de conciliar o ensino com os novos rumos da vida moderna, com os meios informáticos, com as novas tecnologias de informação e comunicação, com o recurso à rede. Só assim, prepararemos os jovens mais adequadamente para os desafios que irão enfrentar. Parece-me ser este o rumo a seguir até pela perfeita sintonia entre os jovens de hoje e os meios tecnológicos espantosos que a sua época lhes vem pondo à disposição” (D'Eça, 1998).
O computador na mais variada utilização e, sobretudo, com a ligação à internet, constitui um meio ao qual os jovens, cada vez mais se encontram ligados, conforme mostram alguns estudos e estatísticas. O que fascina os alunos face às tecnologias é por um lado, a facilidade da sua utilização, a comunicação e as descobertas que lhes proporciona, eles vivem tudo isto intensamente, e, por outro, o facto de haver computadores disponíveis, nas Escolas, Centros de Recursos, Juntas de Freguesia, Bibliotecas Municipais, Centros de Juventude, entre outros.
Os alunos não têm receio de “mexer” e interagir com as tecnologias, porque podem fazer algo que danifique o computador, não têm essa preocupação, gostam de desafios e experimentam tudo o que é novo e lhes traz aventura. O aluno encontra nas tecnologias situações mais estimulantes que aquelas que lhe são oferecidas pela vida quotidiana e pela escola, fazendo com que ele participe de forma indireta ou mais ou menos direta, em situações heróicas ou extraordinárias.
Aproxima-se dia 7 de fevereiro o dia da  Internet mais segura. Partindo do princípio que as Tecnologias da Informação e da Comunicação não são boas, nem são más, depende do uso que fazemos delas, pois é numa viagem virtual a mundos desiguais, que os alunos embarcam, sendo necessário que as suas viagens virtuais cheguem a bom porto, sem deixarem marcas negativas para a vida. É por isso, um imperativo ensinar aos nossos alunos que cuidados devem ter na sua utilização e como devem ser e agir na rede.
Referências Bibliográficas
D'Eça, T. A. (1998). NetAprendizagem: Internet na educação. Porto: Porto Editora.
Prensky, M. (2001), Digital Natives Digital Immigrants.
Artigo Publicado na Newsletter nº 5 de 29/01/2012 da ANPRI

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Seminário G 550

Já começou o Seminário - G550 Partilha de Boas Práticas e Experiências no Grupo de Informática, em Setúbal.

A mim coube-me apresentar no dia 20 de Janeiro pelas... 
 
9.30h- Apresentação do programa e metodologia do desenvolvimento do encontro

e no dia 21 

16h- Reflexão sobre formação contínua para o grupo  

Todas informações aqui no site!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pela ANPRI na Assembleia da República

Hoje, no debate da Assembleia da República no debate sobre revisão curricular, a ANPRI (Associação Nacional dos Professores de Informática) esteve representada por António José Lourenço Ramos e Fernanda Ledesma, membros da Direção da Associação. Tivemos oportunidade de intervir, 2 minutos cada 1.


Excerto do Vídeo - Intervenção na Assembleia da República
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

projeto piloto de mLearning com Tablets da European Schoolnet


Estou a participar num projeto piloto de mLearning com Tablets.

Na sequência da implementação do projeto piloto de Netbooks educativos, a Acer e a European Schoolnet estão a realizar um novo estudo piloto relativo à utilização de dispositivos tipo tablet para reforçar as práticas de ensino e aprendizagem.

O projeto piloto de computadores Tablet explora mais aprofundadamente o uso de novas tecnologias nas escolas e a tendência emergente da pedagogia individualizada, baseada na experiência adquirida com o projeto piloto de Netbooks.
Os computadores tablet constituem uma nova categoria de computadores móveis que podem oferecer benefícios diferentes aos professores e aos alunos, podendo funcionar como dispositivos móveis de aprendizagem.
Os objetivos deste projeto são a identificação de boas práticas em oito países relativamente ao uso dos tablets na escola; apresentação de exemplos de cenários de aprendizagem; por fim, inventariar os factores chave para a integração eficaz das TIC nas escolas.
As atividades piloto serão realizadas em oito países europeus: Alemanha, Espanha, Estónia, França, Itália, Portugal, Reino Unido e Turquia.

Coordeno uma equipa de um dos projetos pilotos - Recebi este brinquedo da ACER e o desafio é - o que conseguirei fazer com ele em contexto educativo - será a questão e o meu dilema de Janeiro até junho que decorrerá a avaliação.

Redes Sociais – Cidadania e participação

No âmbito do programa Parlamento dos Jovens 2012  organizei uma sessão de esclarecimento sobre Redes Sociais – Cidadania e participação, para os alunos dinamizada pela Teresa Marques do Centro de Competências da Escola Superior de Educação de Setúbal e por mim.


A sessão decorreu dia 11 de Janeiro de 2012, pelas 10 horas na Mediateca da Escola. Na sessão foi utilizada a seguinte apresentação.


Participaram 55 alunos, 27  do 9º ano 9.º ano, Turma B e 28 – 11.º ano dos 11º D, E e F.
No final responderam a um questionário com 2 questões. Dos quais foram devolvidos 39 e feito um breve tratamento de forma a verificar se a mensagem teria sido percebida.

Muitos alunos referem mais do que uma das categorias em ambas as respostas. A contagem foi feita por categoria e não por aluno, pelo que os totais não correspondem ao número de questionários.

1 – Qual foi a questão que mais te tocou?
•    (in)Segurança  - 37%
•    Conteúdos (permanência na internet), pegada digital, influência negativa no futuro  - 22%
•    Privacidade (não existe realmente) - 17%
•    Nenhuma - 15%
•    Todas - 7%
•    Não sei -  2%

2 – A partir de agora o que mudavas na tua forma de participar nas redes sociais?

•    Conteúdos (permanência na internet), pegada digital, futuro...) – mais cuidado, pensar antes de publicar - 43
•    (mais) Segurança - 34%
•    Nada (sem justificação) - 12%
•    Nada (porque já utilizo corretamente) - 9%
•    Não participo em redes sociais - 2%

terça-feira, 1 de novembro de 2011

G550 - Partilha de Boas Práticas e experiências no Grupo de Informática

G550 - Partilha de Boas Práticas e experiências no Grupo de Informática é um seminário que tem como público-alvo os professores do grupo 550(Informática) nos dias 20 e 21 de Janeiro de 2012.
Para mais informações e inscrições, podes seguir por aqui!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Certificação em TIC, uma forma de valorização dos docentes

Escrevi um artigo sobre o processo de Certificação dos Docentes em TIC, que foi publicado na revista PROFFORMA, oa qual vou colocar alguns trechos a seguir ...

Sendo que, em nosso entender, um dos maiores tesouros das escolas, senão o maior é o capital humano, neste contexto referimo-nos aos docentes. Então, o conhecimento, as qualificações, as capacidades, a energia pessoal e a aptidão para desenvolver e inovar, são elementos que conferem a cada docente e cada escola no seu conjunto características distintas. Daí que a aposta na valorização e no reconhecimento de competências através do Sistema de Formação e de Certificação de Competências TIC do PTE faça todo o sentido e deva ser olhado numa perspectiva de valorização profissional. 

Assim, quanto aos docentes propomos três estádios de distribuição relativamente à sua acção/reacção no domínio das competências em TIC. Os docentes que se (Con)formaram, os que se Formaram e os que se (Trans)formaram
Quanto aos que se (con)formaram o caminho percorrido demonstra que não basta construir um modelo e esperar que os docentes que têm necessidades de formação apareçam. Precisamos de conceder uma atenção muito especial a todos aqueles que estão mais afastados das TIC. 
Pois, apesar de todos termos dúvidas e inseguranças em determinados momentos da nossa vida profissional, também todos já sentimos o receio de perder oportunidades ou de não estar à altura dos desafios no que diz respeito às tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Muitos odeiam-nas, muitos receiam-nas, uns quantos desvalorizam-nas, outros desconfiam da sua utilização, outros tantos adoram-nas e há mesmo os que vivem deslumbrados com o seu uso no mais ínfimo pormenor do seu dia-a-dia. Talvez a dificuldade esteja em conseguir o uso equilibrado, correcto e consciente das mesmas, olhando-as como facilitadoras de práticas inovadoras e motivadoras. 
Perante estas mudanças temos os docentes que aproveitam as oportunidades para se formarem, inscrevendo-se na oferta de formação contínua na área das TIC disponível, para a fazerem face aos desafios com os quais se confrontam diariamente.

 Por fim, há os que se (trans)formam, aqueles que são autodidactas, que estão sempre abertos à mudança, que experimentam tudo o que é novo que vai surgindo no domínio das TIC.
Quando os docentes apostam no seu desenvolvimento profissional, algo muda, algo se (trans)forma.
Artigo completo aqui.