terça-feira, 22 de abril de 2014
A Pensar em tiC em Vila Real
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A pensar em tiC,
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manual
sexta-feira, 11 de abril de 2014
A propósito do triângulo de Wang - Pedagogia, Interação Social e Tecnologia
A primeira vez que citei este triângulo, foi no artigo "Conectando Mundos numa viagem virtual" que elaborei para submeter à conferência Challenges 2009, em Braga, na Universidade do Minho, na qual apresentei uma comunicação sobre um projeto internacional, citei-o também na minha tese de mestrado.
Hoje, continuo a cita-lo, porque na sua simplicidade diz quase tudo, mas também, porque se na altura a interação social se referia mais à dimensão presencial e trabalho em grupo ou então a pequenas comunidades maioritariamente fechadas, que se iam criando no âmbito do desenvolvimento dos projetos com os restantes países/ escolas intervenientes, hoje com as redes sociais, a dimensão da interação social, ganhou um espaço imenso nos ambientes de ensino e aprendizagem.
Ao ler os relatórios das formações encontro frases e referências que me enchem a alma e me dão força para continuar o percurso que tenho trilhado, com as tecnologias, recheando-as de empenho e trabalho.
"Agradou-me a imagem do triângulo, apresentada por um dos comunicadores, situando em cada um dos vértices os conteúdos, a pedagogia e as tecnologias. A arte está em cada docente saber construir o triângulo que melhor se adapta à sua realidade específica."
In Relatório da formação de Isabel Raminhos.Para além desta referência não resisto a citar mais uma frase, que considero sensata e poderosa neste relatório.
"Devemos beneficiar do avanço da tecnologia, das descobertas que ocorrem continuamente, colocando-as ao serviço do ato educativo, numa perspetiva de inovação.Como dizia o poeta “o Mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança”. A sociedade evolui, as tecnologias existem para nos ajudar a desempenhar, de uma forma mais eficiente, a nobre função de ensinar."
Não se consigo encontrar melhores palavras, do que esta comparação das tecnologias à bola colorida nas mãos da criança, extrato de um poema do poeta "Sebastião da Gama" que aprendi a admirar por terras do Sado e às palavras de uma colega já com longo percurso nesta arte do ensino e aprendizagem.
Obrigado Isabel.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Na impressa...pela Internet nas escolas
Em finais de março o Ministério da Educação e Ciência resolve tomar umas medidas estranhas sobre a internet as escolas.
Dei entrevistas sem fim, nem me lembro quantas, fica aqui um resumo.
Visão
Bloqueio das redes sociais nas escolas ainda pode ser negociado
Dei entrevistas sem fim, nem me lembro quantas, fica aqui um resumo.
Publico:
Professores de Informática estão contra limitações no acesso às redes sociais nas escolas 26/03/2014
A decisão de fechar o acesso às redes sociais a partir dos computadores da escola, entre as 8h30 e as 13h30, anunciada na terça-feira pelo Ministério da Educação, foi mal acolhida pelos professores de Informática.
"Não estamos num país de censura digital", reagiu ao PÚBLICO Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática, para quem tal interdição vai "limitar o professor na escolha das metodologias e das estratégias a trabalhar com os alunos".
O curioso, segundo Fernanda Ledesma, é que a participação em redes como o Facebook, o Instagram e o Tumblr integra os conteúdos programáticos da disciplina. "O saber ser e estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos. A via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para", insurge-se aquela responsável.Sublinhando que o acesso às redes sociais nas escolas se faz sobretudo a partir dos dispositivos móveis que os alunos levam para a escola, como os smartphones, a representante dos professores de Informática diz que o MEC já foi contactado no sentido de rever as normas constantes da circular que foi enviada às escolas.
A solução encontrada por Nuno Crato foi contestada pela Associação Nacional de Professores de Informática, que considerou que podia estar em causa o ensino da disciplina.“O saber ser e o saber estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos da disciplina”, reagira Fernanda Ledesma, daquela associação, para quem “a via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para”.
Visão
A voz aos mais velhosOs primeiros a insurgirem-se contra esta decisão unilateral foram os professores das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC): "As redes sociais fazem parte do currículo do 3.º ciclo e falar disso no abstrato, numa disciplina de caráter prático, torna-se um bocadinho difícil", diz Fernanda Ledesma, da direção da Associação Nacional de Professores de Informática, acrescentando que o Ministério mostrou alguma abertura para avaliar uma contraproposta, se a houvesse. "E nós estamos a tratar disso."
Ionline
SapoTEKSegundo a presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI), Fernanda Ledesma, a maioria das aulas são de manhã, altura em que estas redes e aplicações estão bloqueadas. E, no programa do 8.º ano da disciplina de TIC, uma das matérias é precisamente sobre “redes sociais”.“A maioria dos alunos, quando chega às aulas, já está inscrita e sabe usar as redes sociais. As aulas não são para aprender a usar o Facebook, mas sim para ensinar a usar bem, porque é preciso educar para esta realidade digital”, explicou Fernanda Ledesma em declarações à Lusa.A disciplina de TIC pretende alertar os jovens para os perigos da Internet e das redes sociais e ensiná-los a “protegerem-se, a saberem configurar as suas privacidades e a explicar-lhes todos os cuidados a ter online”.
Bloqueio das redes sociais nas escolas ainda pode ser negociado
"Não está fechada a porta a uma contraproposta, se esta for aceitável", explicou a dirigente em conversa com o TeK.
Segundo a líder do ANPRI a medida anunciada para salvaguardar o bom funcionamento a rede das escolas públicas vai ter impacto direto no ensino de algumas matérias. Fernanda Ledesma deu o exemplo concreto da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 8º ano, onde existe um módulo dedicado ao funcionamento dos fóruns, blogues e redes sociais.
quinta-feira, 20 de março de 2014
V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal
Decorreu no dia 18 e 19 de março de 2014, a V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, no auditório da Escola Básica 2, 3 e Secundária da Bela Vista.
Durante 2 dias decorreram diversos painéis sobre vários temas.
Durante 2 dias decorreram diversos painéis sobre vários temas.
Participei pela Biblioteca da Escola Secundária D João II no segundo painel com a comunicação (Des)arrumar a Biblioteca.
Também participamos no último painel do 2º dia- A minha
Biblioteca em 2 minutos com a apresentação seguinte.
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domingo, 16 de março de 2014
XII Congresso Nacional CFAEs - comunicação a "Formação contínua e as TIC"
Hoje, dia 14 de março, no XII Congresso Nacional Centros de Formação de Associação de Escolas na Casa de História Paula Rego, em Cascais, com a comunicação a "Formação contínua e as TIC"
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quinta-feira, 13 de março de 2014
NETtalks Setubal
Decorreu no dia 10 de março, pelas 14.30h na Escola Secundária D. João II
Esta conferência teve como objetivo de informar e alertar os jovens para as questões e desafios do mundo digital.
PROGRAMA
CONHECES O MUNDO DIGITAL?
speaker
À CONVERSA COM ? (Mesa redonda)
Dra. Teresa Pombo (Representante da DGE)- Tema: O plágio e os direitos de autor
Professora Fernanda Ledesma (Escola Secundária D. João II) - Tema: O Cyberbullying
Dr. Nuno Moreira (Representante do Centro Internet Segura)- Tema: A segurança na internet
Dr. Luís Pisco DECO) - Tema: A publicidade e as redes sociais
speaker
À CONVERSA COM ? (Mesa redonda)
Dra. Teresa Pombo (Representante da DGE)- Tema: O plágio e os direitos de autor
Professora Fernanda Ledesma (Escola Secundária D. João II) - Tema: O Cyberbullying
Dr. Nuno Moreira (Representante do Centro Internet Segura)- Tema: A segurança na internet
Dr. Luís Pisco DECO) - Tema: A publicidade e as redes sociais
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terça-feira, 11 de março de 2014
Inscrições para as sessões de apresentação do Projeto "A Pensar em tiC"
Já começaram a ser enviados os convites para as apresentações do nosso projeto “A Pensar em tiC".
Partilho também aqui o convite, bem como o link onde poderão fazer a vossa inscrição.
Em alternativa, poderão inscrever-se junto dos promotores da Editora Asa (grupo Leya), da vossa região.
Contamos com a vossa presença...
terça-feira, 4 de março de 2014
DECO organiza Conferências NETtalks
DECO organiza
Conferências NETtalks, com o objetivo de informar e alertar os jovens para as
questões e desafios do mundo digital.
A DECO promove
um ciclo de 18 conferências NETtalks
sobre os direitos digitais dos
consumidores. Para embaixadores das mensagens informativas dirigidas aos
jovens, convidámos a Maria Botelho Moniz e o
João Paulo Sousa, animadores do programa CC All Stars.
As NETtalks têm como público-alvo os
jovens do 3º ciclo do ensino básico, secundário e profissional e terão lugar em
escolas de todos os distritos de Portugal Continental.
Todos os dias os jovens são desafiados por
novas tecnologias e novas formas de comunicação social interativa. O objetivo
destas conferências é informá-los sobre os seus direitos digitais preparando-os
para interagir em segurança com o mundo digital. É preciso que os mais novos e os principais
utilizadores das novas tecnologias conheçam bem as regras deste novo mundo
digital e dos possíveis riscos que podem enfrentar: as questões da segurança e
privacidade online serão um dos temas mais relevantes a serem debatidos nas
NETtalks, dando uma especial atenção às redes sociais. Mas também serão abordadas
questões como o respeito pelos direitos de autor e os downloads ilegais; como
podem lidar com a pressão da publicidade e marketing online e, ainda, será dada
uma especial atenção à problemática do cyberbullying;
A primeira é já no dia 10 de março, pelas 14.30h, na Escola
Secundária D. João II, em Setúbal, na qual a professora Fernanda Ledesma
integra a mesa redonda.
Abertura
Momento de animação com DJ
Apresentação
UMA VIAGEM PARA A LITERACIA MEDIÁTICA
CONHECES O MUNDO DIGITAL?
À CONVERSA COM ? …
CONHECES A TUA PEGADA DIGITAL?
Debate
Aplicação de questionário
Encerramento Animação DJ
CONHECES O MUNDO DIGITAL?
À CONVERSA COM ? …
CONHECES A TUA PEGADA DIGITAL?
Debate
Aplicação de questionário
Encerramento Animação DJ
Pensas que tudo o que vem à rede é fixe? Pensa duas vezes!
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Redes Sociais,
Segurança
domingo, 2 de março de 2014
Sessões sobre "Redes Sociais e Cidadania"
Na Escola D. João II, realizamos
na semana que terminou, de 24 a 28 de fevereiro, 5 sessões de esclarecimento sobre
redes sociais e cidadania para aproximadamente 240 alunos, de 9 turmas, no
âmbito da da disciplina de TIC.
Apesar das sessões terem a mesma
duração e da apresentação utilizada para base das discussões ser igual, todas
as sessões foram diferentes.
As sessões foram preparadas de
modo a que os alunos interviessem, sendo também questionados em várias
situações. As suas intervenções conduziam ou (re)conduziam as explicações, detalhes
e reflexões diferentes, que tornavam cada sessão diferente da anterior,
voltando-se ao alinhamento sempre que oportuno ou necessário.
No final da sessão os alunos
responderam a algumas questões, de forma anónima, das quais fizemos o resumo
seguinte:
Síntese das respostas obtidas na
questão aberta “Ao nível das redes
sociais o que mais te preocupa?”
|
Preocupação
|
%
|
|
Nada me preocupa
|
23%
|
|
Acesso à informação pessoal, mensagens,
fotografias e partilhas
|
12%
|
|
Partilhas com o telemóvel
(identificação do local)
|
1%
|
|
Roubo de identidade
|
7%
|
|
Roubo de passwords
|
7%
|
|
A falta de privacidade versus exposição
|
7%
|
|
Comentários, mentiras,
intrigas e publicações sobre mim
|
3%
|
|
O Facebook/a própria Rede
|
2%
|
|
Ficar viciado ao ponto de
não querer saber da vida
|
1%
|
|
A segurança
|
5%
|
|
Quem aceito como amigo
|
1%
|
|
Violadores/abusadores/pedófilos
vejam as minhas fotografias e informações
|
7%
|
|
Criarem perfis e montagens
falsos
|
3%
|
|
Pessoas que se fazem
passar por outras
|
1%
|
|
Pessoas perigosas ou que
fazem mal com as informações que partilho
|
3%
|
|
Encontrar pessoas
estranhas/desconhecidas
|
3%
|
|
Dos que os piratas/ hackers
podem fazer às minhas contas
|
6%
|
|
Pessoas que nos
perseguem/espiam com más intenções
|
5%
|
|
Familiares verem o que
publiquei
|
1%
|
Resultados obtidos na questão “Costumas alterar as tuas passwords com regularidade?”
Respostas obtidas na questão “Em função de algo que tenha acontecido na
internet, já mudaste a tua forma de agir?”
Se, sim em quê?
|
·
Não publico
quase nada (1%)
|
|
·
Relativamente
ao cuidado com o que publico e às fotografias (3%)
|
|
·
Tomar
algumas medidas relativamente à privacidade para não entrarem (1%)
|
|
·
Não aceitar
todas as pessoas que pedem amizade (3%)
|
|
·
Falar
apenas com pessoas que conheço (1%)
|
|
·
Responder
sempre com calma (1%)
|
|
·
Ser mais
simpática(o) (1%)
|
|
·
Mudei a
forma de agir com as pessoas(1%)
|
|
·
Respeitar
mais as redes sociais (1%)
|
|
·
Com as intrigas
(1%)
|
|
·
Os hackers (1%)
|
|
·
Eliminei
algumas pessoas (1%)
|
|
·
Mudar as passwords por terem tentado entrar e/ou
terem entrado no perfil (3%)
|
Falamos ainda sobre que critérios utilizam para aceitar
amigos nas redes sociais, sendo que surgiram diversas respostas:
- Todos os pedidos
- Apenas as
pessoas que conheço na vida real
- Aceito
apenas familiares
- Colegas de
escola
- Colegas de
atividades extra-curriculares
…
Os alunos não
sabem explicar diferença e/ou não sabem a diferença entre aceder ao facebook
com http ou https, apenas sabem que na escola, só conseguem aceder com a 2ª
opção e por isso tem de ser assim.
Alguns não sabiam como configurar as suas opções de privacidade
globais e a maioria desconhecia que em cada publicação, ainda podem selecionar
com quem partilham essa mensagem (público, amigos dos amigos, amigos, só eu e
personalizado).
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal
A V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, realiza-se dias 18 e 19 de março de 2014, no auditório da Escola Básica 2, 3 e Secundária da Bela Vista.
A participação neste seminário poderá beneficiar a comunidade educativa do concelho de Setúbal no seu conjunto, e em especial docentes e membros dos órgãos de gestão bem como os decisores políticos, a quem se espera oferecer uma visão atualizada da complexidade das tecnologias, dos serviços, dos papéis, bem como dos requisitos das bibliotecas escolares contemporâneas. Naturalmente, os professores bibliotecários e restantes membros das equipas de apoio às bibliotecas escolares, poderão encontrar neste seminário inspiração para aprofundarem a inovação nas suas escolas e estímulo para o desenvolvimento do trabalho cooperativo.
Fernanda Ledesma - Escola Secundária D. João II, Setúbal
A participação neste seminário poderá beneficiar a comunidade educativa do concelho de Setúbal no seu conjunto, e em especial docentes e membros dos órgãos de gestão bem como os decisores políticos, a quem se espera oferecer uma visão atualizada da complexidade das tecnologias, dos serviços, dos papéis, bem como dos requisitos das bibliotecas escolares contemporâneas. Naturalmente, os professores bibliotecários e restantes membros das equipas de apoio às bibliotecas escolares, poderão encontrar neste seminário inspiração para aprofundarem a inovação nas suas escolas e estímulo para o desenvolvimento do trabalho cooperativo.
Participarei com a comunicação:
(Des)arrumar a biblioteca Fernanda Ledesma - Escola Secundária D. João II, Setúbal
Informações e inscrições no website: http://seminariobibliotecassetubal.webs.com/programa
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domingo, 16 de fevereiro de 2014
Guiões sobre como utilizar plataformas Moodle
O Moodle é um software aplicacional para produzir e gerir actividades de educação e formação baseadas na internet. É um projecto de desenvolvimento contínuo pensado na teoria educativa do construtivismo social. Conjuga actividades educativas com um pacote de software desenhado para ajudar os professores a obterem qualidade nas actividades educativas que venham a desenvolver on-line. O Moodle é aplicado em sistemas de e-learning, mas pode ser usado em aulas reais e como complemento às aulas presenciais.
O acrónimo Moodle
teve origem na expressão: Modular
Object-Oriented Dynamic Learning Environment e distribui-se livremente
porque é um software Open Source[1],
sob a Licença Pública GNU(General Public
License)[2], que, em síntese,
refere que o mesmo pode ser redistribuído e modificado desde que os
utilizadores forneçam o código fonte a terceiros, não modifiquem nem retirem a
licença original e os direitos de autor e apliquem os mesmos procedimentos a
qualquer trabalho que seja derivado deste. O conceito foi criado em 2001 pelo
educador e cientista computacional Martin
Dougiamas, que decidiu criar o seu próprio sistema de aprendizagem on-line e permitir que os membros da
comunidade open source o ajudassem a
desenvolver e a aperfeiçoar as suas ideias. A primeira versão do Moodle surgiu em 20 de Agosto de 2002
sendo que, a partir dessa data, têm surgido novas versões de forma regular.
Este software muito versátil pode ser utilizado por um único professor para
desenvolver um trabalho com a sua turma e ir até à utilização de comunidades
educativas de escolas básicas e secundárias ou universidades com muitos utilizadores.
A plataforma Moodle é na maioria das vezes referida como um CMS (Course Management System) por ser um
sistema de gestão de disciplinas/cursos, mas alguns autores integram-no também
nos LMS (Learning Management Systems).
Os LMS são Sistemas de Gestão de Aprendizagem suportados por aplicações
informáticas que gerem todo o processo de ensino e aprendizagem e permitem a
individualização dos processos, uma vez que implicam a autenticação de cada
aprendente, podendo cada um aceder a situações específicas e que permitem
observar o percurso do aluno. O CMS
(Course Management System) é
um software que faz a gestão do percurso do aluno, acompanha e monitoriza o seu
desempenho, e cria e distribui conteúdos de um curso. Permite organizar e gerir
material de um ou mais cursos, disponibiliza ferramentas para comunicação
e interacção entre os intervenientes.
A plataforma Moodle
apoia-se nos princípios teóricos da teoria construtivista da aprendizagem e
influenciado por investigadores como Papert,
Von Glasersfeld, Duffy &
Cunningham, entre outros, Dougiamas
desenhou a plataforma Moodle de modo
a criar oportunidades de interacção e trabalho colaborativo entre os
utilizadores e a ser mais centrada no aluno, levando-o a construir o seu
próprio saber, aprendendo a aprender.
Como
refere Carvalho (2007:34) “aceder a uma plataforma normalmente, implica ter uma
palavra passe. Por esse motivo, a informação fica privada ao professor e aos
seus alunos, podendo estes constituir uma pequena comunidade de aprendizagem.
Em privado, partilham as dúvidas, as descobertas, as reflexões. Professores e
alunos ficam protegidos da curiosidade alheia”. Por outro lado “como se está
protegido, também se perde o contacto com outros interlocutores”. Com a
plataforma Moodle, cada
professor/formador poderá dinamizar uma disciplina/curso ao qual apenas os participantes
registados têm acesso ou podem optar por definir que tudo tenha acesso livre.
O facto de ser software livre, levou a que fosse uma aposta
nas escolas públicas portuguesas: por um lado é gratuito e por outro
porque é modular, podemos sempre acrescentar-lhe novos módulos, além de ser
relativamente fácil de utilizar.
Roteiros para utilizar o Moodle como professor/formador
Roteiro nº 1 - Acesso e utilização da plataforma
Roteiro nº 2 - Configuração da disciplina
Roteiro nº 3 - Colocar imagens e documentos no Moodle
Roteiro nº 4 - Fóruns, Glossário e Chat
Roteiro nº 5 - Configuração do calendário
Roteiro nº 6 - Elaborar mini-testes
Roteiro nº 7 - Elaborar Wiki
Roteiro nº 9 - Elaborar questionários
Roteiro n.º 10- Elaborar Bases de dados
Roteiro nº 2 - Configuração da disciplina
Roteiro nº 3 - Colocar imagens e documentos no Moodle
Roteiro nº 4 - Fóruns, Glossário e Chat
Roteiro nº 5 - Configuração do calendário
Roteiro nº 6 - Elaborar mini-testes
Roteiro nº 7 - Elaborar Wiki
Roteiro nº 9 - Elaborar questionários
Roteiro n.º 10- Elaborar Bases de dados
Organização da plataforma Moodle
O Moodle organiza-se por áreas de trabalho que habitualmente se denominam disciplinas ou
cursos, que disponibilizam diversas ferramentas/módulos com diferentes funções.
Algumas servem meramente como repositório de recursos onde se consulta
informação, outras promovem actividades interactivas e ainda dispõe de
ferramentas para fomentar a comunicação de forma síncrona e assíncrona.
Na plataforma de e-learning
Moodle os cursos/disciplinas podem
ser configurados em três formatos, de acordo
com a actividade a ser desenvolvida:
Formato
Social: em que o tema é articulado em torno de um fórum publicado na página
principal;
Formato
Semanal: no qual o curso é organizado em semanas, com datas de início e fim;
Formato
em Tópicos: onde cada assunto a ser discutido representa um tópico, sem limite
de tempo pré-definido.
Vejamos então o conjunto de
módulos ou ferramentas que o MOODLE dispõe e que torna possíveis essas
diferentes actividades:
Fóruns:
São ferramentas de discussão assíncrona por
natureza. No MOODLE eles podem ser definidos para
(i) uma discussão
geral onde todos os membros participam;
(ii) uma única discussão;
(iii) sem
respostas;
(iv) só para um grupo de trabalho.
Ao utiliza-lo para dinamizar uma discussão em
grupo, deverão ser definidas regras de participação e com a comunicação mediada
pelo professor ou líderes de grupo por exemplo.
Na discussão de um tema, permite a classificação
de mensagens, inclusivamente pelos alunos. As mensagens podem incluir anexos em
diferentes formatos (imagens, pdf, documento de texto, vídeo, áudio, zip, etc…),
partilhando os ficheiros ao grupo.
Chats:
São locais de comunicação
síncrona, permitem a troca de pequenas mensagens de texto. Local onde é
possível realizar brainstormings, esclarecimento de dúvidas, etc… Estas
sessões podem ser calendarizadas, podendo ser utilizados para discutir um tema
ou tirar dúvidas.
Adequado para usar a
distância, para comunicação em tempo real, deve ser utilizado em grupo,
definido regras de participação e com a comunicação mediada pelo professor ou
líderes de grupo por exemplo.
Testes:
O professor pode criar
testes, em diferentes formatos de resposta: (i) verdadeiro ou falso; (ii)
escolha múltipla; (iii) correspondência, entre outros. É também possível escolher
respostas aleatoriamente, corrigi-las automaticamente e exportar os dados para uma
folha de cálculo ou documento de texto.
Trabalhos:
Os trabalhos permitem ao
professor comentar documentos enviados pelos alunos, criados off-line ou
on-line. Permite também classificar os mesmos, sendo que as avaliações
feitas pelo professor podem ser visíveis para o aluno e exportáveis pelo
professor para uma folha de cálculo. Os ficheiros do aluno e comentários do
aluno, apenas são visualizados pelo aluno interveniente no processo.
Wikis:
São ferramentas que dão aos
alunos e professores a possibilidade de colaborar entre si, através da
construção de hipertexto que representa o conhecimento construído socialmente
pela comunidade de aprendizagem. O aluno assume a função de editor.
O documento é iniciado
quando um aluno ou professor faz a primeira entrada na ferramenta alusivo a
determinado tema. Os outros alunos têm a possibilidade de modificá-lo
desenvolvendo as ideias do ponto de vista colocado.
Glossários:
Permitem aos participantes
da disciplina criar dicionários, bases de dados documentais ou de ficheiros,
galerias de imagens ou mesmo ligações que podem ser facilmente pesquisados.
Cada entrada permite comentário e avaliação.
Lições:
Consiste num número de
páginas ou diapositivos que podem ter questões intercaladas com algum tipo de
classificação e que o prosseguimento do aluno pode estar dependente das suas
respostas.
Actividades SCORM:
O Acrónimo SCORM
significa Sharable Content Object Reference Model e está relacionado com
um conjunto de directrizes técnicas que têm como objectivo permitir a partilha
de objectos de aprendizagem baseados em tecnologias Web.
Trata-se da padronização de um modelo que permite a
reutilização, acessibilidade e interoperabilidade dos objectos de aprendizagem,
objectos estes, frequentemente utilizados nas plataformas de e-learning.
Com o módulo de actividades SCORM é possível importar para o MOODLE
os objectos de aprendizagem neste formato, os quais podem ser combinados entre
si para criar um linha progressiva na transmissão dos conteúdos, realizando um
percurso de aprendizagem.
Inquéritos:
Esta ferramenta é
constituída por um conjunto de instrumentos que permite de forma muito eficaz a
avaliação da aprendizagem e a consulta da opinião dos alunos inscritos numa
disciplina.
Referendos:
Os referendos podem ser
utilizados para recolha de opiniões dos elementos da comunidade ou para
inscrição numa determinada actividade, sendo as opções de escolha definidas
pelo professor ou moderador.
Questionários:
Os questionários são uma
ferramenta de inquéritos que podem ser realizados a participantes de diferentes
disciplinas (a todos os participantes do MOODLE) ou só aos alunos de uma
disciplina. Permite o anonimato e a exportação dos dados para um ficheiro de
texto ou folha de cálculo.
Workshop:
Este módulo ou actividade
permite aos alunos colaborarem na construção de possíveis soluções para um
problema autêntico e avaliar em grupo as soluções apresentadas.
Diário:
Adequado
para usar a distância, para comunicação em diferido. É utilizado para reflexão
individual, estruturação de ideias. Privilegia a comunicação com alunos mais
introvertidos.
[1] Open Significa que tem
direitos de autor, mas que os utilizadores podem copiar, utilizar e modificar o
software, desde que aceitem proporcionar o código fonte aos outros, não
modificar ou eliminar a licença original e os direitos de autor, e aplicar a
mesma licença qualquer outro produto derivado. Conceito adaptado de http://www.opensource.org/,
consultada em Abril de 2009
[2] Consultar em:
http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html#SEC1
Referências Bibliográficas
Carvalho, A. A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e
Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online ao LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação. 03, pp (25-40). Consultado
em Janeiro, 2009 em http://sisifo.fpce.ul.pt
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