terça-feira, 22 de abril de 2014

A Pensar em tiC em Vila Real

No dia 22 de abril estive com o projeto a "A pensar em tiC em Vila Real, no Hotel Mira Corgo.
Foi sobretudo um dia de reencontros com amigos, que se mantêm, mesmo à distância.
Foi muito bom voltar aqui!


sexta-feira, 11 de abril de 2014

A propósito do triângulo de Wang - Pedagogia, Interação Social e Tecnologia

A primeira vez que citei este triângulo, foi no artigo "Conectando Mundos numa viagem virtual" que elaborei para submeter à conferência Challenges 2009, em Braga, na Universidade do Minho, na qual apresentei uma comunicação sobre um projeto internacional, citei-o também na minha tese de mestrado.

Hoje, continuo a cita-lo, porque na sua simplicidade diz quase tudo, mas também, porque se na altura a interação social se referia mais à dimensão presencial e trabalho em grupo ou então a pequenas comunidades maioritariamente fechadas, que se iam criando no âmbito do desenvolvimento dos projetos com os restantes países/ escolas intervenientes, hoje com as redes sociais, a dimensão da interação social, ganhou um espaço imenso nos ambientes de ensino e aprendizagem.



Ao ler os relatórios das formações encontro frases e referências que me enchem a alma e me dão força para continuar o percurso que tenho trilhado, com as tecnologias, recheando-as de empenho e trabalho.  
"Agradou-me a imagem do triângulo, apresentada por um dos comunicadores, situando em cada um dos vértices os conteúdos, a pedagogia e as tecnologias. A arte está em cada docente saber construir o triângulo que melhor se adapta à sua realidade específica."
In Relatório da formação de Isabel Raminhos.
Para além desta referência não resisto a citar mais uma frase, que considero sensata e poderosa neste relatório.
"Devemos beneficiar do avanço da tecnologia, das descobertas que ocorrem continuamente, colocando-as ao serviço do ato educativo, numa perspetiva de inovação.
Como dizia o poeta “o Mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança”. A sociedade evolui, as tecnologias existem para nos ajudar a desempenhar, de uma forma mais eficiente, a nobre função de ensinar."
Não se consigo encontrar melhores palavras, do que esta comparação das tecnologias à bola colorida nas mãos da criança, extrato de um poema do poeta "Sebastião da Gama" que aprendi a admirar por terras do Sado e às palavras de uma colega já com longo percurso nesta arte do ensino e aprendizagem.  
Obrigado Isabel.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Na impressa...pela Internet nas escolas

Em finais de março o Ministério da Educação e Ciência resolve tomar umas medidas estranhas sobre a internet as escolas.

Dei entrevistas sem fim, nem me lembro quantas, fica aqui um resumo.



Publico:
A decisão de fechar o acesso às redes sociais a partir dos computadores da escola, entre as 8h30 e as 13h30, anunciada na terça-feira pelo Ministério da Educação, foi mal acolhida pelos professores de Informática.

"Não estamos num país de censura digital", reagiu ao PÚBLICO Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática, para quem tal interdição vai "limitar o professor na escolha das metodologias e das estratégias a trabalhar com os alunos". 

O curioso, segundo Fernanda Ledesma, é que a participação em redes como o Facebook, o Instagram e o Tumblr integra os conteúdos programáticos da disciplina. "O saber ser e estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos. A via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para", insurge-se aquela responsável.
Sublinhando que o acesso às redes sociais nas escolas se faz sobretudo a partir dos dispositivos móveis que os alunos levam para a escola, como os smartphones, a representante dos professores de Informática diz que o MEC já foi contactado no sentido de rever as normas constantes da circular que foi enviada às escolas. 


A solução encontrada por Nuno Crato foi contestada pela Associação Nacional de Professores de Informática, que considerou que podia estar em causa o ensino da disciplina.  
“O saber ser e o saber estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos da disciplina”, reagira Fernanda Ledesma, daquela associação, para quem “a via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para”.

Visão

A voz aos mais velhos
Os primeiros a insurgirem-se contra esta decisão unilateral foram os professores das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC): "As redes sociais fazem parte do currículo do 3.º ciclo e falar disso no abstrato, numa disciplina de caráter prático, torna-se um bocadinho difícil", diz Fernanda Ledesma, da direção da Associação Nacional de Professores de Informática, acrescentando que o Ministério mostrou alguma abertura para avaliar uma contraproposta, se a houvesse. "E nós estamos a tratar disso."

Ionline
Segundo a presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI), Fernanda Ledesma, a maioria das aulas são de manhã, altura em que estas redes e aplicações estão bloqueadas. E, no programa do 8.º ano da disciplina de TIC, uma das matérias é precisamente sobre “redes sociais”.
“A maioria dos alunos, quando chega às aulas, já está inscrita e sabe usar as redes sociais. As aulas não são para aprender a usar o Facebook, mas sim para ensinar a usar bem, porque é preciso educar para esta realidade digital”, explicou Fernanda Ledesma em declarações à Lusa.
A disciplina de TIC pretende alertar os jovens para os perigos da Internet e das redes sociais e ensiná-los a “protegerem-se, a saberem configurar as suas privacidades e a explicar-lhes todos os cuidados a ter online”.
SapoTEK

Bloqueio das redes sociais nas escolas ainda pode ser negociado
"Não está fechada a porta a uma contraproposta, se esta for aceitável", explicou a dirigente em conversa com o TeK. 

Segundo a líder do ANPRI a medida anunciada para salvaguardar o bom funcionamento a rede das escolas públicas vai ter impacto direto no ensino de algumas matérias. Fernanda Ledesma deu o exemplo concreto da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 8º ano, onde existe um módulo dedicado ao funcionamento dos fóruns, blogues e redes sociais. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal

Decorreu no dia 18 e 19 de março de 2014, a V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, no auditório da Escola Básica 2, 3 e Secundária da Bela Vista.

Durante 2 dias decorreram diversos painéis sobre vários temas.

Participei pela Biblioteca da Escola Secundária D João II no segundo painel com a comunicação (Des)arrumar a Biblioteca.



Também participamos no último painel do 2º dia- A minha Biblioteca em 2 minutos com a apresentação seguinte.

domingo, 16 de março de 2014

XII Congresso Nacional CFAEs - comunicação a "Formação contínua e as TIC"

Hoje, dia 14 de março, no XII Congresso Nacional Centros de Formação de Associação de Escolas na Casa de História Paula Rego, em Cascais, com a comunicação a "Formação contínua e as TIC"

quinta-feira, 13 de março de 2014

NETtalks Setubal

Decorreu  no dia 10 de março, pelas 14.30h na Escola Secundária D. João II

Esta conferência teve como objetivo de informar e alertar os jovens para as questões e desafios do mundo digital.

PROGRAMA
CONHECES O MUNDO DIGITAL?
speaker

À CONVERSA COM ? (Mesa redonda)
Dra. Teresa Pombo (Representante da DGE)- Tema: O plágio e os direitos de autor
Professora Fernanda Ledesma (Escola Secundária D. João II) - Tema: O Cyberbullying
Dr. Nuno Moreira (Representante do Centro Internet Segura)- Tema: A segurança na internet
Dr. Luís Pisco DECO) - Tema: A publicidade e as redes sociais



terça-feira, 11 de março de 2014

Inscrições para as sessões de apresentação do Projeto "A Pensar em tiC"

Já começaram a ser enviados os convites para as apresentações do nosso projeto “A Pensar em tiC"
Partilho também aqui o convite, bem como o link onde poderão fazer a vossa inscrição.

http://www.leyaeducacao.com/c_Eventos/index.php?t=1&codigo_edit_eventos=&codigo_cat=550

Em alternativa, poderão inscrever-se junto dos promotores da Editora Asa (grupo Leya), da vossa região.
Contamos com a vossa presença...

terça-feira, 4 de março de 2014

DECO organiza Conferências NETtalks

DECO organiza Conferências NETtalks, com o objetivo de informar e alertar os jovens para as questões e desafios do mundo digital.

A DECO promove um ciclo de 18 conferências NETtalks sobre os direitos digitais dos consumidores. Para embaixadores das mensagens informativas dirigidas aos jovens, convidámos a Maria Botelho Moniz e o João Paulo Sousa, animadores do programa CC All Stars. 


As NETtalks têm como público-alvo os jovens do 3º ciclo do ensino básico, secundário e profissional e terão lugar em escolas de todos os distritos de Portugal Continental.
Todos os dias os jovens são desafiados por novas tecnologias e novas formas de comunicação social interativa. O objetivo destas conferências é informá-los sobre os seus direitos digitais preparando-os para interagir em segurança com o mundo digital.  É preciso que os mais novos e os principais utilizadores das novas tecnologias conheçam bem as regras deste novo mundo digital e dos possíveis riscos que podem enfrentar: as questões da segurança e privacidade online serão um dos temas mais relevantes a serem debatidos nas NETtalks, dando uma especial atenção às redes sociais. Mas também serão abordadas questões como o respeito pelos direitos de autor e os downloads ilegais; como podem lidar com a pressão da publicidade e marketing online e, ainda, será dada uma especial atenção à problemática do cyberbullying;


A primeira é já no dia 10 de março, pelas 14.30h, na Escola Secundária D. João II, em Setúbal, na qual a professora Fernanda Ledesma integra a mesa redonda.

Para mais informações sobre este projeto sugerimos uma visita ao site www.nettalks.pt onde, para além da calendarização das conferências futuras, poderão ainda aceder a um conjunto de informação e vídeos protagonizados pelos animadores do programa CC All Star e caras bem conhecidas do público mais jovem.

PROGRAMA:

Abertura
Momento de animação com DJ
Apresentação

UMA VIAGEM PARA A LITERACIA MEDIÁTICA
CONHECES O MUNDO DIGITAL?
À CONVERSA COM ? …
CONHECES A TUA PEGADA DIGITAL?

Debate
Aplicação de questionário
Encerramento Animação DJ

Pensas que tudo o que vem à rede é fixe? Pensa duas vezes!

domingo, 2 de março de 2014

Sessões sobre "Redes Sociais e Cidadania"

Na Escola D. João II, realizamos na semana que terminou, de 24 a 28 de fevereiro, 5 sessões de esclarecimento sobre redes sociais e cidadania para aproximadamente 240 alunos, de 9 turmas, no âmbito da da disciplina de TIC.


Apesar das sessões terem a mesma duração e da apresentação utilizada para base das discussões ser igual, todas as sessões foram diferentes.
As sessões foram preparadas de modo a que os alunos interviessem, sendo também questionados em várias situações. As suas intervenções conduziam ou (re)conduziam as explicações, detalhes e reflexões diferentes, que tornavam cada sessão diferente da anterior, voltando-se ao alinhamento sempre que oportuno ou necessário.
No final da sessão os alunos responderam a algumas questões, de forma anónima, das quais fizemos o resumo seguinte:


Síntese das respostas obtidas na questão aberta “Ao nível das redes sociais o que mais te preocupa?”

Preocupação
%
Nada me preocupa
23%
Acesso à informação pessoal, mensagens, fotografias e partilhas
12%
Partilhas com o telemóvel (identificação do local)
1%
Roubo de identidade
7%
Roubo de passwords
7%
A falta de privacidade versus exposição
7%
Comentários, mentiras, intrigas e publicações sobre mim
3%
O Facebook/a própria Rede
2%
Ficar viciado ao ponto de não querer saber da vida
1%
A segurança
5%
Quem aceito como amigo
1%
Violadores/abusadores/pedófilos vejam as minhas fotografias e informações
7%
Criarem perfis e montagens falsos
3%
Pessoas que se fazem passar por outras
1%
Pessoas perigosas ou que fazem mal com as informações que partilho
3%
Encontrar pessoas estranhas/desconhecidas
3%
Dos que os piratas/ hackers podem fazer às minhas contas
6%
Pessoas que nos perseguem/espiam com más intenções
5%
Familiares verem o que publiquei
1%

Resultados obtidos na questão “Costumas alterar as tuas passwords com regularidade?


Respostas obtidas na questão “Em função de algo que tenha acontecido na internet, já mudaste a tua forma de agir?


Se, sim em quê?
·         Não publico quase nada (1%)
·         Relativamente ao cuidado com o que publico e às fotografias (3%)
·         Tomar algumas medidas relativamente à privacidade para não entrarem (1%)
·         Não aceitar todas as pessoas que pedem amizade (3%)
·         Falar apenas com pessoas que conheço (1%)
·         Responder sempre com calma (1%)
·         Ser mais simpática(o) (1%)
·         Mudei a forma de agir com as pessoas(1%)
·         Respeitar mais as redes sociais (1%)
·         Com as intrigas (1%)
·         Os hackers (1%)
·         Eliminei algumas pessoas (1%)
·         Mudar as passwords por terem tentado entrar e/ou terem entrado no perfil (3%)

Falamos ainda sobre que critérios utilizam para aceitar amigos nas redes sociais, sendo que surgiram diversas respostas:
- Todos os pedidos
- Apenas as pessoas que conheço na vida real
- Aceito apenas familiares
- Colegas de escola
- Colegas de atividades extra-curriculares


Os alunos não sabem explicar diferença e/ou não sabem a diferença entre aceder ao facebook com http ou https, apenas sabem que na escola, só conseguem aceder com a 2ª opção e por isso tem de ser assim.
Alguns não sabiam como configurar as suas opções de privacidade globais e a maioria desconhecia que em cada publicação, ainda podem selecionar com quem partilham essa mensagem (público, amigos dos amigos, amigos, só eu e personalizado).




Google e os aniversários

É giro o google no dia do nossa aniversário tem uma interface só para nós.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal

A V Feira/Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, realiza-se dias 18 e 19 de março de 2014, no auditório da Escola Básica 2, 3 e Secundária da Bela Vista.
A participação neste seminário poderá beneficiar a comunidade educativa do concelho de Setúbal no seu conjunto, e em especial docentes e membros dos órgãos de gestão bem como os decisores políticos, a quem se espera oferecer uma visão atualizada da complexidade das tecnologias, dos serviços, dos papéis, bem como dos requisitos das bibliotecas escolares contemporâneas. Naturalmente, os professores bibliotecários e restantes membros das equipas de apoio às bibliotecas escolares, poderão encontrar neste seminário inspiração para aprofundarem a inovação nas suas escolas e estímulo para o desenvolvimento do trabalho cooperativo.

Participarei com a comunicação: 
(Des)arrumar a biblioteca
Fernanda Ledesma - Escola Secundária D. João II, Setúbal
Informações e inscrições no website: http://seminariobibliotecassetubal.webs.com/programa 





domingo, 16 de fevereiro de 2014

Guiões sobre como utilizar plataformas Moodle


O Moodle é um software aplicacional para produzir e gerir actividades de educação e formação baseadas na internet. É um projecto de desenvolvimento contínuo pensado na teoria educativa do construtivismo social. Conjuga actividades educativas com um pacote de software desenhado para ajudar os professores a obterem qualidade nas actividades educativas que venham a desenvolver on-line. O Moodle é aplicado em sistemas de e-learning, mas pode ser usado em aulas reais e como complemento às aulas presenciais.
O acrónimo Moodle teve origem na expressão: Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment e distribui-se livremente porque é um software Open Source[1], sob a Licença Pública GNU(General Public License)[2], que, em síntese, refere que o mesmo pode ser redistribuído e modificado desde que os utilizadores forneçam o código fonte a terceiros, não modifiquem nem retirem a licença original e os direitos de autor e apliquem os mesmos procedimentos a qualquer trabalho que seja derivado deste. O conceito foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas, que decidiu criar o seu próprio sistema de aprendizagem on-line e permitir que os membros da comunidade open source o ajudassem a desenvolver e a aperfeiçoar as suas ideias. A primeira versão do Moodle surgiu em 20 de Agosto de 2002 sendo que, a partir dessa data, têm surgido novas versões de forma regular. Este software muito versátil pode ser utilizado por um único professor para desenvolver um trabalho com a sua turma e ir até à utilização de comunidades educativas de escolas básicas e secundárias ou universidades com muitos utilizadores.

A plataforma Moodle é na maioria das vezes referida como um CMS (Course Management System) por ser um sistema de gestão de disciplinas/cursos, mas alguns autores integram-no também nos LMS (Learning Management Systems). Os LMS são Sistemas de Gestão de Aprendizagem suportados por aplicações informáticas que gerem todo o processo de ensino e aprendizagem e permitem a individualização dos processos, uma vez que implicam a autenticação de cada aprendente, podendo cada um aceder a situações específicas e que permitem observar o percurso do aluno. O CMS (Course Management System) é um software que faz a gestão do percurso do aluno, acompanha e monitoriza o seu desempenho, e cria e distribui conteúdos de um curso. Permite organizar e gerir material de um ou mais cursos, disponibiliza ferramentas para comunicação  e interacção entre os intervenientes.
A plataforma Moodle apoia-se nos princípios teóricos da teoria construtivista da aprendizagem e influenciado por investigadores como Papert, Von Glasersfeld, Duffy & Cunningham, entre outros, Dougiamas desenhou a plataforma Moodle de modo a criar oportunidades de interacção e trabalho colaborativo entre os utilizadores e a ser mais centrada no aluno, levando-o a construir o seu próprio saber, aprendendo a aprender.


Como refere Carvalho (2007:34) “aceder a uma plataforma normalmente, implica ter uma palavra passe. Por esse motivo, a informação fica privada ao professor e aos seus alunos, podendo estes constituir uma pequena comunidade de aprendizagem. Em privado, partilham as dúvidas, as descobertas, as reflexões. Professores e alunos ficam protegidos da curiosidade alheia”. Por outro lado “como se está protegido, também se perde o contacto com outros interlocutores”. Com a plataforma Moodle, cada professor/formador poderá dinamizar uma disciplina/curso ao qual apenas os participantes registados têm acesso ou podem optar por definir que tudo tenha acesso livre.
O facto de ser software livre, levou a que fosse uma aposta nas escolas públicas portuguesas: por um lado é gratuito e por outro porque é modular, podemos sempre acrescentar-lhe novos módulos, além de ser relativamente fácil de utilizar.

Roteiros para utilizar o Moodle como professor/formador

Roteiro nº 1 - Acesso e utilização da plataforma
Roteiro nº 2 - Configuração da disciplina
Roteiro nº 3 - Colocar imagens e documentos no Moodle
Roteiro nº 4 - Fóruns, Glossário e Chat
Roteiro nº 5 - Configuração do calendário
Roteiro nº 6 - Elaborar mini-testes
Roteiro nº 7 - Elaborar Wiki
Roteiro nº 9 - Elaborar questionários
Roteiro n.º 10- Elaborar Bases de dados


Organização da plataforma Moodle 

O Moodle organiza-se por áreas de trabalho que habitualmente se denominam disciplinas ou cursos, que disponibilizam diversas ferramentas/módulos com diferentes funções. Algumas servem meramente como repositório de recursos onde se consulta informação, outras promovem actividades interactivas e ainda dispõe de ferramentas para fomentar a comunicação de forma síncrona e assíncrona.
Na plataforma de e-learning Moodle os cursos/disciplinas podem ser configurados em três formatos, de acordo com a actividade a ser desenvolvida:
Formato Social: em que o tema é articulado em torno de um fórum publicado na página principal;
Formato Semanal: no qual o curso é organizado em semanas, com datas de início e fim;
Formato em Tópicos: onde cada assunto a ser discutido representa um tópico, sem limite de tempo pré-definido.
Vejamos então o conjunto de módulos ou ferramentas que o MOODLE dispõe e que torna possíveis essas diferentes actividades:
Fóruns:
São ferramentas de discussão assíncrona por natureza. No MOODLE eles podem ser definidos para 
(i) uma discussão geral onde todos os membros participam; 
(ii) uma única discussão; 
(iii) sem respostas; 
(iv) só para um grupo de trabalho.
Ao utiliza-lo para dinamizar uma discussão em grupo, deverão ser definidas regras de participação e com a comunicação mediada pelo professor ou líderes de grupo por exemplo.
Na discussão de um tema, permite a classificação de mensagens, inclusivamente pelos alunos. As mensagens podem incluir anexos em diferentes formatos (imagens, pdf, documento de texto, vídeo, áudio, zip, etc…), partilhando os ficheiros ao grupo.
Chats:
São locais de comunicação síncrona, permitem a troca de pequenas mensagens de texto. Local onde é possível realizar brainstormings, esclarecimento de dúvidas, etc… Estas sessões podem ser calendarizadas, podendo ser utilizados para discutir um tema ou tirar dúvidas.
Adequado para usar a distância, para comunicação em tempo real, deve ser utilizado em grupo, definido regras de participação e com a comunicação mediada pelo professor ou líderes de grupo por exemplo.

Testes:
O professor pode criar testes, em diferentes formatos de resposta: (i) verdadeiro ou falso; (ii) escolha múltipla; (iii) correspondência, entre outros. É também possível escolher respostas aleatoriamente, corrigi-las automaticamente e exportar os dados para uma folha de cálculo ou documento de texto.

Trabalhos:
Os trabalhos permitem ao professor comentar documentos enviados pelos alunos, criados off-line ou on-line. Permite também classificar os mesmos, sendo que as avaliações feitas pelo professor podem ser visíveis para o aluno e exportáveis pelo professor para uma folha de cálculo. Os ficheiros do aluno e comentários do aluno, apenas são visualizados pelo aluno interveniente no processo.

Wikis:
São ferramentas que dão aos alunos e professores a possibilidade de colaborar entre si, através da construção de hipertexto que representa o conhecimento construído socialmente pela comunidade de aprendizagem. O aluno assume a função de editor.
O documento é iniciado quando um aluno ou professor faz a primeira entrada na ferramenta alusivo a determinado tema. Os outros alunos têm a possibilidade de modificá-lo desenvolvendo as ideias do ponto de vista colocado.

Glossários:
Permitem aos participantes da disciplina criar dicionários, bases de dados documentais ou de ficheiros, galerias de imagens ou mesmo ligações que podem ser facilmente pesquisados. Cada entrada permite comentário e avaliação.

Lições:
Consiste num número de páginas ou diapositivos que podem ter questões intercaladas com algum tipo de classificação e que o prosseguimento do aluno pode estar dependente das suas respostas.

Actividades SCORM:
O Acrónimo SCORM significa Sharable Content Object Reference Model e está relacionado com um conjunto de directrizes técnicas que têm como objectivo permitir a partilha de objectos de aprendizagem baseados em tecnologias Web. Trata-se da padronização de um modelo que permite a reutilização, acessibilidade e interoperabilidade dos objectos de aprendizagem, objectos estes, frequentemente utilizados nas plataformas de e-learning. Com o módulo de actividades SCORM é possível importar para o MOODLE os objectos de aprendizagem neste formato, os quais podem ser combinados entre si para criar um linha progressiva na transmissão dos conteúdos, realizando um percurso de aprendizagem.

Inquéritos:
Esta ferramenta é constituída por um conjunto de instrumentos que permite de forma muito eficaz a avaliação da aprendizagem e a consulta da opinião dos alunos inscritos numa disciplina.

Referendos:
Os referendos podem ser utilizados para recolha de opiniões dos elementos da comunidade ou para inscrição numa determinada actividade, sendo as opções de escolha definidas pelo professor ou moderador.

Questionários:
Os questionários são uma ferramenta de inquéritos que podem ser realizados a participantes de diferentes disciplinas (a todos os participantes do MOODLE) ou só aos alunos de uma disciplina. Permite o anonimato e a exportação dos dados para um ficheiro de texto ou folha de cálculo.

Workshop:
Este módulo ou actividade permite aos alunos colaborarem na construção de possíveis soluções para um problema autêntico e avaliar em grupo as soluções apresentadas.

Diário:
Adequado para usar a distância, para comunicação em diferido. É utilizado para reflexão individual, estruturação de ideias. Privilegia a comunicação com alunos mais introvertidos.






[1] Open  Significa que tem direitos de autor, mas que os utilizadores podem copiar, utilizar e modificar o software, desde que aceitem proporcionar o código fonte aos outros, não modificar ou eliminar a licença original e os direitos de autor, e aplicar a mesma licença qualquer outro produto derivado. Conceito adaptado de  http://www.opensource.org/, consultada em Abril de 2009
[2] Consultar em: http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html#SEC1

Referências Bibliográficas

Carvalho, A. A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online ao LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação. 03, pp (25-40). Consultado em Janeiro, 2009 em http://sisifo.fpce.ul.pt