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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

(In)vocações do Ensino Vocacional na revista AlmadaForma

 (In)vocações do Ensino Vocacional é o título do artigo sobre o ensino vocacional, que escrevi no desempenho das minhas funções na Associação Nacional de Professores de Informática(ANPRI) publicado na revista nº 8 – AlmadaForma da páginas 7 à 10.

Neste artigo fala sobre o processo de implementação do ensino dual, contém uma síntese dos normativos que regulamentam esta via profissionalizante, tem uma comparação, não exaustiva, com os cursos de educação e formação, a divulgação de alguns resultados de questionário aplicado em janeiro de 2014, por fim referem-se algumas mais-valias e constrangimentos, bem como inquietações.



domingo, 30 de junho de 2013

Centros de Formação de Professores que percursos…


Centros de Formação de Professores que percursos… 
Paradoxos entre o (con)formar e o (trans)formar.



Os Centros de Formação das Associações de Escolas (CFAEs) percorrem um caminho de paradoxos, atravessando desafios, incertezas, contrariedades e constantes mutações...

é o inicio do artigo que acabei de escrever... gosto do resultado, daqui a alguns dias, quando estiver publicado já fica disponível...


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Reflexões… sobre formação


Face aos desafios com que a escola se confronta, quer pelo ensaio de sucessivas reformas na educação, quer pela evolução da sociedade de informação, quer pela multiculturalidade com que nos confrontamos, quer pelas transformações de atitudes e valores que hoje vivenciamos, tendo, ainda, em conta que o contexto social é diferente, a forma de ser, de estar, de atuar e de pensar, bem como dos hábitos dos alunos são diferentes e diversos. Face a todos estes desafios, questionamo-nos, se pode, o professor de hoje (con)formar-se com o que sempre fez, implementar as mesmas práticas, utilizar os mesmos recursos, enfim, agir como se à sua volta nada tivesse mudado. O aluno mudou mais do que o professor e a escola, por isso, se pretendemos que a escola funcione centrada nos alunos, então, teremos de os acompanhar. O artigo sugerido para leitura “Entrar em Harvard sem sair de casa” pode ser interpretado sob diversas perspetivas. Temos aqui um dilema entre o formar-se e o (con)formar-se numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, mas também uma linha muito ténue entre aprendizagem formal e informal e por outro lado as oportunidades de formação a distância versus formação presencial. Três dilemas que dariam para escrever páginas sem fim e sobre os quais também muito já se escreveu.

O conceito de aprendizagem tem-se desenvolvido essencialmente associado ao paradigma de aprendizagem ao longo da vida, imposta pelas exigências da sociedade: valorização das competências e reciclagem constante dos conhecimentos. Canário (1999) afirma que "a educação de adultos, tal como a conhecemos hoje, é um fenómeno recente, mas não constitui novidade. Concebendo a educação como um processo largo e multiforme que se confunde com o processo de vida de cada indivíduo, toma-se evidente que sempre existiu educação de adultos" (p. 11). Nesta reflexão pretendemos associar a aprendizagem ao longo da vida ao desenvolvimento profissional do professor, pois parece-nos que, também este, no âmbito do desempenho da sua profissão e de forma a dar resposta aos desafios com que se confronta, precisa de valorizar as suas competências, fazer uma reciclagem constante dos conhecimentos e refletir sobre todos os processos e dicotomias que o rodeiam. 

O conceito de formação de professores enquadra-se um processo historicamente contextualizado que visa o desenvolvimento de competências para responder a uma sociedade, a uma comunidade e a uma escola em permanente atualização. Na perspectiva de Pineau “formar-se, dar-se uma forma, é uma atividade mais fundamental, mais ontológica, do que educar, ou seja, erguer-se ou alimentar-se. Formar-se, é reconhecer que não existe à priori nenhuma forma acabada que seja dada do exterior. Essa forma, sempre inacabada, depende de uma ação. A sua própria construção é uma actividade permanente. Estes 'dar-se forma' permanentes abrem um horizonte quase infinito de práticas pessoais e sociais, profissionais e culturais, físicas e metafísicas. Mas ao lado destas múltiplas formações formais emerge, cada vez mais, a importância da face escondida, na sombra, do que os pedagogos chamam educação informal e não-formal”. 
Os docentes que não se (con)formam encontram muitas vezes em situações de formação informal ou não formal desafios maiores. Como é o caso dos Moocs, já tive oportunidade de frequentar um (change.mooc.ca[1]) com Stephen downes, Terry Anderson e outras personalidades de reconhecido mérito e embora não seja certificado e não atribua títulos ou créditos constituem desafios maiores. Pois, abriram-se novos caminhos na aprendizagem on-line e obrigando-nos a repensar os tempos e os espaços, ampliando os espaços e momentos de ensino e aprendizagem. Como refere Dias (2001, p.37) “a web é um meio para assistir o processo de aprendizagem, durante o qual os alunos navegam na multidimensionalidade das representações flexíveis e distribuídas, estabelecem redes de relações entre os conteúdos e entre os membros da comunidade, e através das quais participam num processo de aprendizagem colaborativo”. O autor salienta que “nos ambientes colaborativos, a aprendizagem é orientada para o aluno, em vez de estar centrada no professor, e o processo de construção de conhecimento compreende a interacção entre pares, a avaliação e a cooperação. O ensino on-line permite criar contextos favoráveis à participação e colaboração no aprender a aprender e na construção do conhecimento, numa perspectiva holística e integrativa”(Dias, 2001, p.28). 
Apesar de já ter partilhado uma semana de formação presencial com Terry Anderson, nunca teria tido oportunidade de o fazer com todos os dinamizadores reconhecidos deste Mooc, em simultâneo, sem sair de casa e praticamente sem custos ou como é referido na literatura desta área, aprender a qualquer hora, em qualquer lugar e ao meu ritmo. Este Mooc concedeu-me ainda a oportunidade de partilhar informação com indivíduos que têm interesses comuns aos meus de todo mundo.

Termino, referindo que a inovação e a formação são processos intrínsecos, num percurso educativo, que podem conduzir a uma concepção cultural e construtivista, mas ao mesmo tempo colaborativa, através da qual os professores desenham o seu processo de desenvolvimento como resposta aos dilemas e problemas que a mudança de práticas lhes vem colocando e onde há cada vez menos espaço para (con)formações. 

Referências Bibliográficas

Canário, R. (1999). Educação de Adultos: Um Campo, uma Problemática. Educa: Lisboa.
Dias, P. (2001). Comunidades de aprendizagem na Web. In Novas Tecnologias na Educação. Revista Inovação (Vol. 14, Nº3). Lisboa: IIE.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Artigo - Mobile Learning: Integrar ou proibir?


Foi hoje publicado nº 9 da PROFFORMA – Revista online do Centro de Formação de professores do Nordeste Alentejano, para a qual escrevi mais um artigo.
http://cefopna.edu.pt/revista/revista_09.htm disponível na página da revista ou em versão pdf

Mobile Learning: Proibir ou integrar?

Neste artigo propormo-nos fazer uma abordagem à aprendizagem com tecnologias móveis (mobile learning), oscilando entre dicotomias, procurando equilíbrios e respostas. Pretendemos entender o que dizem os documentos centrais que definem as políticas educativas, dos diversos países, recorrendo a estudos e relatórios internacionais. Tentamos definir o conceito mobile learning, procuramos rever a literatura nesta área de modo a perceber a relação, os receios e reações dos principais atores – o aluno e o professor – relativamente a estes ambientes digitais. Por fim, ainda que de forma breve, abordamos a aprendizagem, as metodologias e as aplicações na nuvem necessárias à integração do mobile learning em contexto educativo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Certificação em TIC, uma forma de valorização dos docentes

Escrevi um artigo sobre o processo de Certificação dos Docentes em TIC, que foi publicado na revista PROFFORMA, oa qual vou colocar alguns trechos a seguir ...

Sendo que, em nosso entender, um dos maiores tesouros das escolas, senão o maior é o capital humano, neste contexto referimo-nos aos docentes. Então, o conhecimento, as qualificações, as capacidades, a energia pessoal e a aptidão para desenvolver e inovar, são elementos que conferem a cada docente e cada escola no seu conjunto características distintas. Daí que a aposta na valorização e no reconhecimento de competências através do Sistema de Formação e de Certificação de Competências TIC do PTE faça todo o sentido e deva ser olhado numa perspectiva de valorização profissional. 

Assim, quanto aos docentes propomos três estádios de distribuição relativamente à sua acção/reacção no domínio das competências em TIC. Os docentes que se (Con)formaram, os que se Formaram e os que se (Trans)formaram
Quanto aos que se (con)formaram o caminho percorrido demonstra que não basta construir um modelo e esperar que os docentes que têm necessidades de formação apareçam. Precisamos de conceder uma atenção muito especial a todos aqueles que estão mais afastados das TIC. 
Pois, apesar de todos termos dúvidas e inseguranças em determinados momentos da nossa vida profissional, também todos já sentimos o receio de perder oportunidades ou de não estar à altura dos desafios no que diz respeito às tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Muitos odeiam-nas, muitos receiam-nas, uns quantos desvalorizam-nas, outros desconfiam da sua utilização, outros tantos adoram-nas e há mesmo os que vivem deslumbrados com o seu uso no mais ínfimo pormenor do seu dia-a-dia. Talvez a dificuldade esteja em conseguir o uso equilibrado, correcto e consciente das mesmas, olhando-as como facilitadoras de práticas inovadoras e motivadoras. 
Perante estas mudanças temos os docentes que aproveitam as oportunidades para se formarem, inscrevendo-se na oferta de formação contínua na área das TIC disponível, para a fazerem face aos desafios com os quais se confrontam diariamente.

 Por fim, há os que se (trans)formam, aqueles que são autodidactas, que estão sempre abertos à mudança, que experimentam tudo o que é novo que vai surgindo no domínio das TIC.
Quando os docentes apostam no seu desenvolvimento profissional, algo muda, algo se (trans)forma.
Artigo completo aqui.