terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pokemon Go, o sedentarismo e a demonização das tecnologias ou talvez não…

Pokemon Go!
Durante anos, as tecnologias foram as grandes culpadas pela vida sedentária, com a qual as gerações mais novas se acomodaram. Sentindo-se, por isso, uma espécie de “demonização” das tecnologias no ar, em muitos locais, nos quais se discutia o assunto.
O ser humano sempre foi criativo quando se trata de desculpas, para justificar as mais diversas situações, por mais caricatas que elas sejam. 
Não são as tecnologias que levam os jovens e crianças à passividade, mas sim a falta de tempo dos pais para estarem com elas, comprando-lhe presentes para as recompensar, entretendo-as com a tecnologias. A acrescer da falta de regras no uso das mesmas. Quando falo da falta regras refiro-me, apenas, à imposição de limites, não regras de segurança e de utilização, pois é outro problema, que dará pano para muitos estudos. 

Curioso é que agora assistimos ao processo inverso, são as tecnologias que estão a trazer as crianças e jovens, de novo, para a rua. Fazendo breves pesquisas podemos encontrar artigos como este da Visão “O poderoso post de uma mãe que vê o filho desafiar o autismo graças ao Pokémon Go” nos quais se relatam casos de socialização graças ao jogo da Nintendo que abriu a caça aos pokémons, um pouco por todo o mundo.

Na realidade este é um sentimento, embora mais controlado, um pouco partilhado, pelos participantes no projeto de programação no 1º ciclo e também na robótica. Os resultados mostram que os alunos estão felizes, neste projeto. Concluímos então, que a evolução das tecnologias que levaram os alunos das gerações mais novas ao sedentarismo, estão agora a traze-los de volta para a rua, no caso do projeto em contexto educativo a “aprender programando”, a “aprender fazendo” e a “aprender brincando” no bom sentido da expressão.