segunda-feira, 31 de março de 2014

Na impressa...pela Internet nas escolas

Em finais de março o Ministério da Educação e Ciência resolve tomar umas medidas estranhas sobre a internet as escolas.

Dei entrevistas sem fim, nem me lembro quantas, fica aqui um resumo.



Publico:
A decisão de fechar o acesso às redes sociais a partir dos computadores da escola, entre as 8h30 e as 13h30, anunciada na terça-feira pelo Ministério da Educação, foi mal acolhida pelos professores de Informática.

"Não estamos num país de censura digital", reagiu ao PÚBLICO Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática, para quem tal interdição vai "limitar o professor na escolha das metodologias e das estratégias a trabalhar com os alunos". 

O curioso, segundo Fernanda Ledesma, é que a participação em redes como o Facebook, o Instagram e o Tumblr integra os conteúdos programáticos da disciplina. "O saber ser e estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos. A via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para", insurge-se aquela responsável.
Sublinhando que o acesso às redes sociais nas escolas se faz sobretudo a partir dos dispositivos móveis que os alunos levam para a escola, como os smartphones, a representante dos professores de Informática diz que o MEC já foi contactado no sentido de rever as normas constantes da circular que foi enviada às escolas. 


A solução encontrada por Nuno Crato foi contestada pela Associação Nacional de Professores de Informática, que considerou que podia estar em causa o ensino da disciplina.  
“O saber ser e o saber estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos da disciplina”, reagira Fernanda Ledesma, daquela associação, para quem “a via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para”.

Visão

A voz aos mais velhos
Os primeiros a insurgirem-se contra esta decisão unilateral foram os professores das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC): "As redes sociais fazem parte do currículo do 3.º ciclo e falar disso no abstrato, numa disciplina de caráter prático, torna-se um bocadinho difícil", diz Fernanda Ledesma, da direção da Associação Nacional de Professores de Informática, acrescentando que o Ministério mostrou alguma abertura para avaliar uma contraproposta, se a houvesse. "E nós estamos a tratar disso."

Ionline
Segundo a presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI), Fernanda Ledesma, a maioria das aulas são de manhã, altura em que estas redes e aplicações estão bloqueadas. E, no programa do 8.º ano da disciplina de TIC, uma das matérias é precisamente sobre “redes sociais”.
“A maioria dos alunos, quando chega às aulas, já está inscrita e sabe usar as redes sociais. As aulas não são para aprender a usar o Facebook, mas sim para ensinar a usar bem, porque é preciso educar para esta realidade digital”, explicou Fernanda Ledesma em declarações à Lusa.
A disciplina de TIC pretende alertar os jovens para os perigos da Internet e das redes sociais e ensiná-los a “protegerem-se, a saberem configurar as suas privacidades e a explicar-lhes todos os cuidados a ter online”.
SapoTEK

Bloqueio das redes sociais nas escolas ainda pode ser negociado
"Não está fechada a porta a uma contraproposta, se esta for aceitável", explicou a dirigente em conversa com o TeK. 

Segundo a líder do ANPRI a medida anunciada para salvaguardar o bom funcionamento a rede das escolas públicas vai ter impacto direto no ensino de algumas matérias. Fernanda Ledesma deu o exemplo concreto da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 8º ano, onde existe um módulo dedicado ao funcionamento dos fóruns, blogues e redes sociais.