sábado, 20 de abril de 2013

Resumo do painel Novos Contextos de Aprendizagem no âmbito do seminário CFAE's em direção à Formação 2.0: Formar o professor Séc. XXI

Hoje, foi por aqui a rever alguns amigos e a moderar o Painel das 14.00H - Novos Contextos de Aprendizagem âmbito do seminário CFAE's em direção à Formação 2.0: Formar o professor Séc. XXI



Painel:
- Agrupamentos de Escolas e Web 2.0 • Professor Rui do Bem • Escola Secundária com 3º Ciclo de Sampaio

- Formação de Professores para as TIC na sala de aula (na era dos ambientes digitais) • Professora Doutora Maria João Horta • Centro de Competências Educom/DGE/MEC

- Modelos de Aprendizagem e Integração Curricular • Professor Doutor Luís Tinoca • Universidade de Lisboa

Fazendo um breve resumo, que será sempre a minha perspetiva das comunicações dos três conferencistas.

Primeira comunicação - Agrupamentos de Escolas e Web 2.0
O professor Rui do Bem, presidente da  comissão administrativa,  falou-nos da influências das ferramentas da Web 2.0 na gestão da escola e na tomada de decisão, tanto na gestão de topo, como na gestão intermédia. As ferramentas digitais permitiram à comunidade dar opinião e partilhar materiais. Podem também evitar/diminuir o número de reuniões a realizar. 

A criação do agrupamento de escolas fez repensar a comunicação interna, tendo em conta que os professores do agrupamento se encontram geograficamente distantes. Criaram o email institucional que facilita em termos divulgação de informação e marcação de serviços. 

A plataforma Moodle era apenas utilizada no âmbito das disciplina no apoio à sala de aula, pelos professores com os seus alunos. Agora a sua utilização foi alargada para utilização dos conselhos de turma, departamentos e  outras estruturas de gestão intermédia.
O Jornaless passou do formato de papel a digital (http://jornaless.esec-sampaio.net/), e também está presente  no facebook, sendo atualmente o jornal de todo o agrupamento, disponibilizando informação online, quase de forma imediata.
A rede social - facebook - passou a ser uma das principais vias de comunicação com alunos e comunidade através de páginas criadas na mesma.
Criaram uma espécie de secretaria online para submeter requerimentos e solicitar certificados e certidões. Passaram a utilizar os formulários do Google, para levantamento de dados e até para solicitar dados aos alunos sobre as aulas. 

Na segunda comunicação “Formação de Professores para as TIC na sala de aula (na era dos ambientes digitais)” referiu em primeiro lugar que gostaria de ver as tecnologias nas mãos dos alunos integradas em contexto de sala de aula.

Iniciou a sua comunicação fazendo um breve enquadramento teórico, salientando alguns projetos potenciadores de aprendizagens com as TIC em Portugal. 

As necessidades de formação são consideradas como uma barreira à integração das TIC em sala de aula. Os planos de formação definida e financiada centralmente revelaram-se insuficientes.
Agregou as competências TIC dos professores em 3 grupos:
(1) competências gerais em TIC;
(2) Competências profissionais em TIC;
(3) Competências Pedagógicas em TIC. 

Salientou as barreiras internas à integração das TIC:
(1) receios;
(2) crenças na forma como os alunos aprendem;
(3) valor atribuído às TIC no currículo de cada disciplina.
A formação deveria contribuir para ultrapassar estas barreiras, por isso era necessário que o modelo de formação existente fosse sustentável. 

Abordou brevemente o Modelo FAR: Formação <-> Ação <->Refexão.
Por último referiu a importância da formação contextualizada na escola. 


3ª comunicação - Modelos de aprendizagem e integração curricular

O Professor Doutor Luís Tinoca, referiu que a aprendizagem atualmente é diferente, deve ser aberta e transparente. Falou-nos sobre o conectivismo de Jorge Siemens— das ligações/conexões ao conhecimento , salientou o Clearning, a aprendizagem em comunidade, a aprendizagem alicerçada em processos sociais e do reconhecimento da aprendizagem como conexões. 

Falou-nos dos fóruns online que dão oportunidade de todos os alunos participarem de uma forma mais democrática e ao seu ritmo. Nestes ambientes o professor assume a função de moderador , mas esta utilização deve ser estruturada. Salientou os eportefólios com ênfase para as possibilidades que dão formativa e contínua. Falou-nos dos blogues, das wikis, do social bookmarking, dos vídeos, dos jogos educativos. Todas estas aplicações nos podem auxiliar no desenvolvimento das 8 competências-chave. 

Por fim falou-nos das implicações (1) Privacidade versus público e (2) avaliação, problemas ou constrangimentos com que nos confrontamos atualmente e que temos de resolver.