segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É um imperativo educar para o uso em segurança das TIC


 “Lançamos o barco, sonhamos a viagem;
Quem viaja é sempre o mar”
Mia Couto

Segundo (Prensky, 2001) os nossos alunos representam a primeira geração a crescer com as tecnologias. Eles despendem a maior parte do seu tempo a usar o computador, os videojogos, consolas, usam webcam’s, ipads, telemóveis com diversas funcionalidades multimédia e muitos outros brinquedos e utensílios da era digital. Os novos meios de comunicação como o email, chat, mensagens instantâneas, a participação nas redes sociais fazem parte do seu dia a dia. Devido a esta grande interação, os alunos pensam e processam informação de uma forma diferente. A maioria dos nossos alunos cresceram num mundo digital, intrinsecamente eles esperam criar, consumir, reunir, trocar informação e materiais, uns com os outros, através dos meios digitais. No entanto, é necessário ter em conta que o facto de serem aprendizes da era digital, não significa que usem as tecnologias sempre adequadamente e muito menos de modo seguro. É um imperativo preparar as gerações para esta nova forma de estar, onde todos assumimos o papel de consumidores e criadores de conteúdos e também onde as competências para pesquisar e analisar criticamente a informação são essenciais. Na perspetiva de Teresa d’Eça “Temos de ensinar hoje a pensar em ‘amanhã’. Temos de conciliar o ensino com os novos rumos da vida moderna, com os meios informáticos, com as novas tecnologias de informação e comunicação, com o recurso à rede. Só assim, prepararemos os jovens mais adequadamente para os desafios que irão enfrentar. Parece-me ser este o rumo a seguir até pela perfeita sintonia entre os jovens de hoje e os meios tecnológicos espantosos que a sua época lhes vem pondo à disposição” (D'Eça, 1998).
O computador na mais variada utilização e, sobretudo, com a ligação à internet, constitui um meio ao qual os jovens, cada vez mais se encontram ligados, conforme mostram alguns estudos e estatísticas. O que fascina os alunos face às tecnologias é por um lado, a facilidade da sua utilização, a comunicação e as descobertas que lhes proporciona, eles vivem tudo isto intensamente, e, por outro, o facto de haver computadores disponíveis, nas Escolas, Centros de Recursos, Juntas de Freguesia, Bibliotecas Municipais, Centros de Juventude, entre outros.
Os alunos não têm receio de “mexer” e interagir com as tecnologias, porque podem fazer algo que danifique o computador, não têm essa preocupação, gostam de desafios e experimentam tudo o que é novo e lhes traz aventura. O aluno encontra nas tecnologias situações mais estimulantes que aquelas que lhe são oferecidas pela vida quotidiana e pela escola, fazendo com que ele participe de forma indireta ou mais ou menos direta, em situações heróicas ou extraordinárias.
Aproxima-se dia 7 de fevereiro o dia da  Internet mais segura. Partindo do princípio que as Tecnologias da Informação e da Comunicação não são boas, nem são más, depende do uso que fazemos delas, pois é numa viagem virtual a mundos desiguais, que os alunos embarcam, sendo necessário que as suas viagens virtuais cheguem a bom porto, sem deixarem marcas negativas para a vida. É por isso, um imperativo ensinar aos nossos alunos que cuidados devem ter na sua utilização e como devem ser e agir na rede.
Referências Bibliográficas
D'Eça, T. A. (1998). NetAprendizagem: Internet na educação. Porto: Porto Editora.
Prensky, M. (2001), Digital Natives Digital Immigrants.
Artigo Publicado na Newsletter nº 5 de 29/01/2012 da ANPRI